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Escritor, psicanalista e poeta nascido no Rio de Janeiro em 1976. Considerado um dos poetas brasileiros mais representativos da década de 2000 na antologia Roteiro da Poesia Brasileira (Global, 2009), é autor de vários livros publicados gratuitamente em seu blog, cujos melhores poemas foram reunidos em A Magia da Poesia (Papel&Virtual, 2000), Corte (Ibis Libris, 2004), rio raso (Patuá, 2014) e o budismo e o tinder (Multifoco, 2020). Mantém o bem sucedido site “A Magia da Poesia”, que teve mais de um milhão de acessos em 2012, onde divulga a obra de grandes poetas. Seus poemas já foram selecionados para livros escolares, traduzidos para o russo e publicados em diversas revistas literárias.

18/07/2026

A Fuga Perfeita: O Que o Seu Vício Tenta Esconder (De Álcool a League of Legends)

A Fuga Perfeita: O Que o Seu Vício Tenta Esconder (De Álcool a League of Legends)

Existe um equívoco perigoso na forma como a sociedade enxerga o vício. Seja a compulsão pelo álcool, o uso de drogas ilícitas ou a necessidade doentia de passar dez horas seguidas jogando League of Legends, a visão comum é focar no objeto da dependência. O senso comum diz que a garrafa ou o videogame são o problema. Para a psicanálise, eles são apenas a sua solução fracassada para uma realidade insuportável.

O vício não começa com a substância ou com a tela; ele começa com a anestesia. Ele é um escudo construído pelo seu psiquismo para evitar o contato com angústias, frustrações e lacunas afetivas que você recusa a enfrentar.

O jogo como válvula de escape para a raiva reprimida

Pense nos jogos competitivos e violentos. Por que um homem adulto destrói o próprio sono e a própria rotina em partidas infinitas de League of Legends, muitas vezes terminando o dia mais estressado do que começou? O jogo atua como um duto de descarga para uma agressividade reprimida. A raiva que você não consegue expressar na sua vida real — seja contra o seu trabalho, contra a estagnação da sua vida ou contra a sua própria sensação de castração e dependência — é despejada na tela. Você não está jogando para se divertir; você está jogando para descarregar a violência de não conseguir bancar a sua própria vida e para não pensar no vazio que o cerca.

A substância e o silenciamento do Ego

A dinâmica com o álcool e as drogas segue a mesma matriz. A substância química é usada para calar temporariamente o juiz interno que aponta as suas falhas. Ela amortece o medo da rejeição e a paranoia da inadequação. O problema é que a fatura dessa anestesia chega rápido: vínculos destruídos, saúde corroída e um Ego cada vez mais frágil e incapaz de lidar com a sobriedade.

Tratar a compulsão apenas cortando o acesso ao jogo ou à bebida é enxugar gelo. Se a raiz psíquica que exige essa anestesia não for desmantelada, o sintoma apenas migrará para outro lugar. A verdadeira cura exige que você olhe diretamente para a fratura que está tentando anestesiar.


Até quando você vai usar anestésicos para não lidar com a sua própria realidade?

Sou Fabio Rocha, escritor e psicanalista clínico. O trabalho analítico é o espaço onde desconstruímos as fugas e investigamos o que o seu vício está escondendo, para que você possa, finalmente, recuperar a direção da sua vida.

Para agendar sua sessão e dar o primeiro passo, acesse: fabiorocha.com.br

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