23/08/2020

21/08/2020

a cidade onde envelheço

pessoas sobre casas
sobretudo dentro

ligadas conectadas grudadas no presente

estranho a cena
me aceno de longe de perto de antes

todo caetano de 1970 perpasso neste poema

vontade de voltar a lisboa
mas lisboa não há

lisboa é um retrato na parede
e voa

fds

dia de chuva na janela
mas sorrio:
amanhã vou ver ela

17/08/2020

um passo atrás

meu sonho é fazer música pra cantar
mas faço poemas pelo ar

o povo posta
o povo curte

eu olho pra dentro
e a letra me olha

a chuva cai 
e o caminho me molha

tudo bem as festas lá
sozinho prefiro descaminhar

dois passos adiante
um passo atrás:
nada do que fugir

12/08/2020

tempestade

a parte boa é que não trabalhamos com small talk
e dos raios que exalamos com palavras
alguma clareza vai aos olhos

(mesmo que dure
milésimos de segundo)

mundo mundo vasto mundo
é festa na casa de raimundo
quando da morte de seu gato moribundo
todos com looks pra postar no fundo
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