14/11/2014

imenso e manso

a certa altura
o céu do coração cansa de planos

(ressaca de olhos)

seu quintal
(r)existe
calejado de mãos e esforços vãos

(e desiste)

só então o descanso:
perceber murmúrios constantes
de um mar maior

(e manso)

13/11/2014

pra sempre

(em memória de Manoel de Barros)

se foi como vegetal
o maior poeta que li
em folhas de papel

tantos encontros verdes profundos
tantos amores embrulhados por suas palavras
revolucionárias
(agora me abraço a todos
no mesmo vento pantaneiro)

e os meninos e meninas que inventam inutilices
com os pés descalços na lama do tempo
sorriem o mesmo sorriso

12/11/2014

11/11/2014