na mancha amarela de tinta no asfalto
acidental
amar ela
vejo uma fênix para sempre parada
nascendo e renascendo imóvel
piso nela (segundo sol)
e não há uma vez que não note
(mulher da rima)
- Fabio Rocha
- Escritor, psicanalista e poeta nascido no Rio de Janeiro em 1976. Considerado um dos poetas brasileiros mais representativos da década de 2000 na antologia Roteiro da Poesia Brasileira (Global, 2009), é autor de vários livros publicados gratuitamente em seu blog, cujos melhores poemas foram reunidos em A Magia da Poesia (Papel&Virtual, 2000), Corte (Ibis Libris, 2004), rio raso (Patuá, 2014) e o budismo e o tinder (Multifoco, 2020). Mantém o bem sucedido site “A Magia da Poesia”, que teve mais de um milhão de acessos em 2012, onde divulga a obra de grandes poetas. Seus poemas já foram selecionados para livros escolares, traduzidos para o russo e publicados em diversas revistas literárias.
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11/06/2024
01/06/2017
direção: pra dentro
no centro do deserto
o som da última pétala morta
tocando o solo desperta
a imensidão caudalosa da solidão
o som da última pétala morta
tocando o solo desperta
a imensidão caudalosa da solidão
25/04/2017
jornada
os dromedários trazem
nos vales das costas
o silêncio do vento
e a vista do céu
os dromedários
são meio camelos
são meios camelos
não são um fim em si mesmo
as sombras dos dromedários
são dromedários imaginários
e lado a lado
caminham deitados
com os pés se tocando
nos intervalos do voo
nos vales das costas
o silêncio do vento
e a vista do céu
os dromedários
são meio camelos
são meios camelos
não são um fim em si mesmo
as sombras dos dromedários
são dromedários imaginários
e lado a lado
caminham deitados
com os pés se tocando
nos intervalos do voo
24/10/2014
07/02/2014
LP
vi a capa de um disco antigo
na casa da minha vó
e nunca mais esqueci:
porque doeu
era um cara de peito aberto
costelas arrebentadas por asas
saindo um pássaro que cantava mudo:
era eu
na casa da minha vó
e nunca mais esqueci:
porque doeu
era um cara de peito aberto
costelas arrebentadas por asas
saindo um pássaro que cantava mudo:
era eu
Temas:
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voo
29/05/2013
vermelho pulso
os amantes dançam
com lâminas nas extremidades dos corpos
por entre fios indizíveis
que sustentam seu palco
saio
vou até lá fora
ao pasto do passado
decepcionar a rosa dada
(espinho que colhi da garganta)
com lâminas nas extremidades dos corpos
por entre fios indizíveis
que sustentam seu palco
saio
vou até lá fora
ao pasto do passado
decepcionar a rosa dada
(espinho que colhi da garganta)
16/05/2013
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