sobrevivemos
comendo o lixo e o plástico que produzimos
trabalhando longe da família
a evolução não para:
cai a calota polar
o urso morre afogado
mas meu fusca tem calota prateada
- Fabio Rocha
- Escritor, psicanalista e poeta nascido no Rio de Janeiro em 1976. Considerado um dos poetas brasileiros mais representativos da década de 2000 na antologia Roteiro da Poesia Brasileira (Global, 2009), é autor de vários livros publicados gratuitamente em seu blog, cujos melhores poemas foram reunidos em A Magia da Poesia (Papel&Virtual, 2000), Corte (Ibis Libris, 2004), rio raso (Patuá, 2014) e o budismo e o tinder (Multifoco, 2020). Mantém o bem sucedido site “A Magia da Poesia”, que teve mais de um milhão de acessos em 2012, onde divulga a obra de grandes poetas. Seus poemas já foram selecionados para livros escolares, traduzidos para o russo e publicados em diversas revistas literárias.
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05/05/2022
26/02/2019
corvos
lá fora um mar de medalhas
brilham pódios aqui dentro
seguimos secos
buscando errado
na noite enorme
passado futuro
raiva medo
brilham pódios aqui dentro
seguimos secos
buscando errado
na noite enorme
passado futuro
raiva medo
27/10/2014
privada: funcionalismo público em ciranda
o assistente é amigo do presidente
que finge ser amigo do assessor
que finge ser amigo da estagiária
que finge ser amiga do diretor
que por nada fingir perdeu o cargo
que finge ser amigo do assessor
que finge ser amigo da estagiária
que finge ser amiga do diretor
que por nada fingir perdeu o cargo
15/03/2014
a escada da meditação
compaixão
sem paixão:
o amor na ponta de um mundo irreal
livro livre
página em branco
ponta de lápis pronta
mais fácil comprar
um óculos novo
do que mudar a visão
dentro
palavras nascem e morrem e renascem
aqui no silêncio que observo
agora entro
calo queixas continuamente
pra não doer meus calos
e o queixo piorar
(trancado)
num circunflexo
(plexo solar)
absorvo
eu
morto vivo
pela paz
reedito
reinvento
recomeço diferente
(a porra toda)
nem que seja eternamente
falha a calha da chuva
quando não chove?
calo novamente
o poema que não faço
até ele me explodir
sem paixão:
o amor na ponta de um mundo irreal
livro livre
página em branco
ponta de lápis pronta
mais fácil comprar
um óculos novo
do que mudar a visão
dentro
palavras nascem e morrem e renascem
aqui no silêncio que observo
agora entro
calo queixas continuamente
pra não doer meus calos
e o queixo piorar
(trancado)
num circunflexo
(plexo solar)
absorvo
eu
morto vivo
pela paz
reedito
reinvento
recomeço diferente
(a porra toda)
nem que seja eternamente
falha a calha da chuva
quando não chove?
calo novamente
o poema que não faço
até ele me explodir
Temas:
amor,
anti-competitividade,
budismo,
eu,
meditação,
poemas sobre poesia,
poesia,
top20,
top50
29/09/2013
24/01/2013
antes que se complete
pesa-se um homem por seus títulos, cargos, salários?
pesa-se um homem por seus atos, metas, medos, sorrisos, planos, desestatura?
desestabiliza-me.
visto o canto da sombra,
apresso-me
em olhar a mim mesmo
melhor
pesa-se um homem por seus atos, metas, medos, sorrisos, planos, desestatura?
desestabiliza-me.
visto o canto da sombra,
apresso-me
em olhar a mim mesmo
melhor
03/01/2013
oshístico 46
tentam subir o rio a vida toda.
eu o desço
e rio.
eu o desço
e rio.
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