O Vazio de Quem "Deu Certo": Por Que o Sucesso Profissional Não Cura a Angústia?
O roteiro social é vendido desde a infância: estude, trabalhe duro, construa uma carreira sólida, ganhe dinheiro e a felicidade será a consequência natural. Mas os consultórios de psicanálise estão lotados de pessoas que seguiram esse roteiro à risca, alcançaram o topo e, ao chegarem lá, depararam-se com um vazio existencial insuportável.
Profissionais brilhantes, executivos, médicos e empresários frequentemente cruzam a barreira dos 40 ou 50 anos sentindo uma exaustão que não passa com o final de semana. Eles conquistaram a estabilidade, mas vivem com uma sensação constante de anestesia, de inadequação ou a famosa "síndrome do impostor". A pergunta que os consome no silêncio da madrugada é: "Se eu fiz tudo certo e tenho tudo para ser feliz, por que a minha vida parece tão pesada?"
A carreira como armadura narcísica
Para a psicanálise, o excesso de trabalho e a busca cega por status frequentemente operam como mecanismos de defesa. Quando você trabalha doze horas por dia e foca toda a sua energia vital em ser "o melhor" na sua profissão, você não deixa tempo ou silêncio para ouvir as próprias angústias. O sucesso se torna um anestésico muito bem aceito pela sociedade.
Muitas pessoas constroem verdadeiras fortalezas em formato de currículo para esconder uma criança interna que morre de medo da rejeição. O problema é que o preço de sustentar esse personagem impecável 24 horas por dia é a morte da própria vitalidade. A exaustão mental (Burnout) não acontece apenas pelo volume de trabalho, mas pelo esforço psíquico monumental de fingir ser quem você não é para atender às expectativas dos outros.
O desmoronamento da fachada e a coragem de mudar
Quando a armadura racha, o corpo é o primeiro a avisar: insônia crônica, doenças psicossomáticas, problemas de pele, taquicardia. As relações afetivas tornam-se rasas e utilitárias. É nesse momento de colapso do ego idealizado que o verdadeiro trabalho analítico pode começar.
A psicanálise não vai te ensinar a produzir mais ou a ser uma máquina de eficiência. Ela vai te ajudar a desconstruir o personagem que está te matando de exaustão. A cura passa por suportar a perda dessa imagem idealizada de "sucesso absoluto" para, finalmente, resgatar o seu verdadeiro desejo e a sua humanidade.
A exaustão de tentar ser perfeito está destruindo a sua capacidade de viver?
Sou Fabio Rocha, escritor e psicanalista clínico. Ajudo profissionais e pessoas que carregam o peso do perfeccionismo a desconstruírem suas armaduras e a lidarem com o vazio que o sucesso financeiro e social não conseguiu preencher.
Para agendar sua sessão e iniciar o seu processo de análise, acesse: fabiorocha.com.br

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